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(Parte III)

Os seus olhares sustiveram-se e a chuva começou a cair com mais força, deixando-os mais molhados ainda. Nesse momento interminável, as lágrimas começaram novamente a escorrer-lhe pelo rosto.
- É tarde... Desculpa...
E tentou ir-se embora, mas ele não a largou.
- Mas porque? Não me amas? Não é amor isso que vejo nos teus olhos?
Ela tentou soltar-se novamente, mas ele voltou a agarrá-la e a perguntar-lhe. Parando de chorar e endireitando-se, ela voltou-se lentamente para ele e, de olhos inexpressivos, disse:
- Não.
Ele ficou paralisado mas, houve algo nos seus olhos azuis, profundos como o mar, que o fez concluir que havia algo mais.
- Encontras-te alguém? Se foi isso...
Ao vê-lo assim, destroçado, a sua máscara caiu por terra.
- Não, claro que não, eu seria incapaz...
- Então não me amas mesmo?
- Não é isso, é mais complicado...
- O que se passa?
Então, ela olhou o lago, procurando a resposta ou não, que deveria dar aquela pergunta.


.... Continua....

(Amanhã vem a IV e última parte, espero que gostem)

Ana S.

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