Oiço o som das folhas crepitantes sob os meus pés, a estilhaçarem-se como o vidro.
Penso.
O vento passa por mim elevando-me e fazendo-me rodopiar.
Sinto-te.
Tudo à minha volta é a escuridão, uma parede de betão tão infinita quanto o céu.
Olho-te.
A luz, perde-se no meio das folhas, e desfaz-se em mil raios.
Toco-te.
Vou, perco-me, rumo ao horizonte.
Vejo-te.
E o meu coração perde-se na vida, sem conseguir saber o porque.
Mergulho.
E o mar dos teus olhos torna-se conhecido para mim.
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